O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse neste domingo (29) que ordenou ao Exército expandir ainda mais suas operações no Sul do Líbano, citando o contínuo lançamento de mísseis pelo Hezbollah.
Israel afirmou na semana passada que estava ampliando uma "zona de amortecimento" até o rio Litani. Não ficou imediatamente claro se Netanyahu se referia a essa área ou à tomada de território adicional.
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Humana Saúde Sul"Eu instruí agora a expansão adicional da zona de segurança existente para, finalmente, frustrar a ameaça de invasão e afastar os disparos de mísseis antitanque da nossa fronteira", disse Netanyahu em um pronunciamento em vídeo a partir do Comando Norte de Israel.
Seu gabinete se recusou a fornecer mais detalhes, e o assunto ainda não foi discutido pelo gabinete de segurança.
Na semana passada, o ministro da Defesa, Israel Katz, disse que as forças israelenses "controlariam as pontes restantes e a zona de segurança até o Litani", um rio que deságua no Mediterrâneo cerca de 30 quilômetros ao norte da fronteira de Israel.
O Hezbollah, apoiado pelo Irã, começou a disparar foguetes contra Israel após os Estados Unidos e Israel lançarem ataques aéreos contra o Irã.
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Mais de 400 combatentes do Hezbollah foram mortos desde que o grupo armado libanês começou uma nova guerra com Israel em 2 de março, disseram à Reuters fontes familiarizadas com a contagem do grupo.
Ataques israelenses e operações terrestres mataram mais de 1,1 mil pessoas no Líbano, incluindo crianças, mulheres e profissionais de saúde, segundo o Ministério da Saúde libanês. O órgão não faz distinção entre civis e combatentes.
As Forças Armadas israelenses disseram que quatro de seus soldados foram mortos nos combates no Sul do Líbano.
Netanyahu afirmou que a decisão tem como objetivo fortalecer a posição de segurança de Israel ao longo de sua fronteira norte.
"Eliminamos milhares de terroristas do Hezbollah e, acima de tudo, eliminamos a imensa ameaça de 150 mil mísseis e foguetes que tinham como objetivo destruir as cidades de Israel", disse.
"No entanto, o Hezbollah ainda tem uma capacidade residual de lançar foguetes contra nós... estamos determinados a mudar fundamentalmente a situação no Norte."
Ele afirmou que Israel conduz uma campanha em múltiplas frentes contra o Irã e grupos aliados, incluindo o Hezbollah e o grupo militante palestino Hamas em Gaza, e disse que as ações de Israel estão enfraquecendo a influência regional do Irã.
Entenda
Pela segunda vez, desde junho de 2025, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa.
A ofensiva mais recente teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel bombardearam a capital Teerã. O líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, morreu neste ataque, além de outras autoridades do país persa. O filho do aiatolá, Mojtaba Khamenei, foi escolhido novo líder do país.
O Irã, por sua vez, disparou mísseis contra países árabes do Golfo com presença militar dos Estados Unidos, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.
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