A advogada Josiane Monteiro, que representa as famílias de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, afirmou que o principal suspeito pelo desaparecimento das jovens, Clayton Antonio da Silva Cruz, passou a ser procurado internacionalmente após a inclusão de seu nome na lista de Difusão Vermelha da Interpol.
Em entrevista ao Portal Giba Notícias, a advogada disse que a medida foi solicitada pela defesa das famílias diante da possibilidade de o investigado ter deixado o Brasil.
“Nós fizemos o requerimento, o delegado formalizou o pedido e houve manifestação favorável. Hoje o Clayton é procurado em qualquer lugar do mundo”, afirmou.
Letycia e Sttela, ambas de 18 anos, desapareceram após serem vistas pela última vez na madrugada de 21 de abril, em uma boate de Paranavaí. A Polícia Civil trata o caso como um possível duplo homicídio. Clayton, apontado como a última pessoa a estar com as jovens, está foragido desde o fim de abril.
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Segundo Josiane, uma das diligências mais recentes ocorreu em Mandaguari, onde policiais cumpriram mandado de busca na residência da mãe do suspeito. Durante a ação, um aparelho celular foi apreendido para perícia.
A advogada também revelou que investigadores ouviram o filho de Clayton, de 19 anos. Conforme o relato prestado à polícia, o pai teria admitido que havia cometido um erro antes de desaparecer.
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Cresci e Perdi“O filho relatou que o pai foi até ele, disse que tinha feito uma besteira e que ficaria fora durante um tempo”, declarou.
Para a representante das famílias, esse depoimento reforçou os elementos já reunidos pela investigação.
Ela informou ainda que a polícia recebeu denúncias indicando que Clayton poderia estar escondido em uma chácara na região de Mandaguari e confirmou informações sobre imóveis ligados ao investigado, cujos aluguéis estariam sendo recebidos por terceiros. Todos esses dados, segundo ela, seguem sendo apurados.
Apesar do avanço das diligências, Josiane afirma que o maior desafio continua sendo localizar as jovens.
“As pessoas denunciam possíveis locais onde o Clayton estaria, mas são poucas as informações que levem ao encontro das meninas. O tempo é o nosso maior obstáculo, porque as provas se perdem e a incerteza aumenta”, disse.
A advogada explicou que, embora a localização dos corpos possa influenciar a tipificação do crime, a responsabilização criminal do suspeito não depende necessariamente disso.
“Nós temos diversos elementos de prova. Caso elas não sejam encontradas, ele poderá responder pelo duplo homicídio com base no conjunto probatório produzido”, afirmou.
Ela também destacou que as famílias acompanham formalmente o inquérito e vêm apresentando requerimentos para produção de provas.
Segundo Josiane, a expectativa é de que a captura de Clayton permita esclarecer o paradeiro das jovens e ampliar a produção de provas.
“Nós precisamos localizar o Clayton. Acredito que, preso, ele acabará informando onde as meninas estão”, afirmou.
Mesmo diante da linha investigativa adotada pela Polícia Civil, a advogada disse que os familiares mantêm a esperança de encontrar Letycia e Sttela com vida.
“A família só pede que as meninas sejam encontradas e que a Justiça seja feita. Se houve crime, que todos os responsáveis respondam por isso.”
Ao final da entrevista, Josiane fez um apelo para que a população continue colaborando com informações.
“Qualquer informação que possa levar ao encontro do Clayton ou das meninas deve ser repassada à polícia. Nós precisamos encontrá-las e responsabilizar todos os envolvidos.”
As primas desapareceram na madrugada de 21 de abril, após saírem de Cianorte na companhia de Clayton Antonio da Silva Cruz, apontado pela Polícia Civil como o principal suspeito. Imagens de câmeras de segurança registraram o grupo passando por Cianorte e Jussara, antes de seguir para uma boate em Paranavaí, onde as jovens foram vistas pela última vez.
Desde então, elas não fizeram mais contato com familiares. A investigação passou a tratar o caso como um possível duplo homicídio, embora os corpos ainda não tenham sido localizados. Clayton está foragido desde o dia 29 de abril, quando teve a prisão decretada.
Segundo a Polícia Civil, ele utilizava identidade falsa, era conhecido pelos apelidos “Dog Dog” e “Sagaz” e já possuía um mandado de prisão em aberto por roubo. As buscas seguem em andamento, com apoio de setores de inteligência e da Polícia Científica.