A presença do pescado na alimentação escolar do Paraná tem avançado nos últimos anos e revela um cenário promissor para a promoção da saúde, da segurança alimentar e do desenvolvimento regional. É o que aponta uma pesquisa elaborada por Eva Barros Miranda do programa de Pós-Graduação em Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Campus de Toledo, que analisou como o peixe vem sendo incorporado aos cardápios das escolas públicas por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

O estudo demonstra que, embora historicamente o consumo de pescado nas escolas estivesse associado a produtos mais processados, como o peixe empanado, há uma mudança em curso. Preparações com maior valor nutricional, como o filé de tilápia e receitas adaptadas ao público escolar, como bolinhos de peixe, vêm ganhando espaço, especialmente em regiões com forte base produtiva.

Segundo a pesquisadora, esse avanço está diretamente ligado à articulação entre produção regional e políticas públicas. “O pescado já ocupa um espaço relevante na alimentação escolar do Paraná, especialmente em regiões onde a produção é forte, como o Oeste. Isso mostra que há um potencial concreto de ampliar esse consumo, valorizando cadeias produtivas locais e promovendo uma alimentação mais saudável”, destaca.

De acordo com a pesquisa que teve orientação do professor Dr. Aldi Feiden, a inserção do pescado na merenda escolar vai além da disponibilidade do alimento. Fatores como logística de distribuição, organização dos produtores, exigências sanitárias e decisões institucionais influenciam diretamente o que chega ao prato dos alunos. “A alimentação escolar é uma política pública complexa, que depende de uma articulação entre diferentes atores. Não basta produzir, é preciso garantir condições para que esse alimento chegue com qualidade às escolas”, diz.
Outro aspecto destacado é o papel estratégico do PNAE como instrumento de desenvolvimento. Ao priorizar compras públicas de produtores locais, o programa contribui para dinamizar a economia regional, ao mesmo tempo em que promove hábitos alimentares mais saudáveis. Nesse contexto, o pescado se apresenta como uma alternativa nutricionalmente rica, fonte de proteínas de alta qualidade e nutrientes essenciais.
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Nissan Ninja ToledoApesar dos avanços, o estudo também identifica desafios importantes. Um deles é a desigualdade na presença do pescado entre diferentes regiões do estado, com lacunas territoriais e oscilações ao longo do tempo. Outro ponto crítico é a ausência de critérios específicos de sustentabilidade para a aquisição de proteínas animais.
“Ainda existe uma lacuna importante nas políticas públicas quando se trata de critérios de sustentabilidade para proteínas animais. Embora existam metas para a alimentação orgânica, não há diretrizes claras que orientem, por exemplo, a produção sustentável do pescado”, pontua Eva.
Mais do que garantir a nutrição dos estudantes, a alimentação escolar se revela como uma ferramenta capaz de integrar saúde, educação e desenvolvimento. “A alimentação escolar tem um papel estratégico que vai além do prato. Ela conecta saúde, educação e economia local, e o pescado aparece como uma alternativa importante nesse processo, tanto do ponto de vista nutricional quanto do desenvolvimento regional”, conclui a pesquisadora.