Polícia Civil resgata animais vítimas de maus-tratos em propriedade rural de Toledo

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 20ª Subdivisão Policial de Toledo (20ª SDP), realizou entre os dias 12 e 13 de setembro de 2025 uma operação que resultou no resgate de diversos animais em uma propriedade localizada na Linha Gavião, distrito de Novo Sarandi. A ação ocorreu após denúncias anônimas de maus-tratos contra o proprietário, um homem de 41 anos que, segundo relatos, submetia cães, bois e aves a práticas cruéis. O trabalho contou com o apoio de veterinários da Secretaria do Meio Ambiente de Toledo e de técnicos da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

As denúncias, recebidas no dia 10 de setembro, indicavam que o suspeito mutilava cães da raça Pitbull, castrava animais sem anestesia e compartilhava vídeos em grupos de WhatsApp mostrando bois sendo agredidos, inclusive com mordidas na língua e no focinho. Também foi relatado que o homem mantinha galos de rinha e equipamentos usados para esse fim, além de obrigar o filho menor de idade a presenciar os maus-tratos e participar de atividades de risco, como montar bois e pilotar motocicletas. Um histórico de acusações contra o mesmo indivíduo já havia sido registrado em 2023, envolvendo a venda ilegal de filhotes de papagaio e criação irregular de aves de briga, mas na época ele conseguiu evitar o cumprimento de mandado de busca por ter mudado de endereço.

Durante o resgate, a equipe constatou um cenário de abandono e sofrimento animal. Entre os cães e gatos recolhidos estavam uma cadela Pitbull debilitada com filhotes recém-nascidos, outro Pitbull incapaz de se levantar, um casal de buldogues franceses — sendo um com problemas oculares — e uma gata prenha em estado de desnutrição. Nenhum alimento adequado foi encontrado no local. Todos foram encaminhados a uma clínica veterinária para tratamento. As aves incluíam sete pássaros silvestres sem documentação, entregues ao Instituto Água e Terra (IAT), e alguns encontrados mortos em gaiolas. Além disso, cerca de 50 galos de briga foram localizados, dois deles feridos, junto de uma estrutura de rinha desmontada e apetrechos de treinamento. A falta de registro da propriedade junto à Adapar foi confirmada, e os galos permaneceram no local sob custódia de terceiros.

O resgate ocorreu em paralelo à prisão do proprietário, realizada pela Polícia Federal (PF) em 11 de setembro, quando foram apreendidas 1,6 tonelada de maconha, veículos e armas em sua propriedade. Com a detenção, os animais ficaram abandonados, o que agravou as denúncias de maus-tratos e motivou a intervenção imediata. A Polícia Civil aguarda agora os relatórios técnicos dos órgãos envolvidos para dar prosseguimento ao inquérito e definir as responsabilidades legais.

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