A Polícia Civil (PC) cumpriu, nesta quinta-feira (19), um mandado de busca e apreensão relacionado às investigações sobre a morte do cão comunitário Abacate, em Toledo. Durante a ação, foram apreendidas três armas de fogo e aparelhos celulares, que passarão por análise e podem contribuir para o avanço do inquérito.

De acordo com o delegado-chefe da 20ª Subdivisão Policial de Toledo (20ª SDP), Alexandre Macorin, a medida teve como objetivo reunir elementos que auxiliem na elucidação do crime. “A Polícia Civil cumpriu mandado de busca na data de hoje visando evidências que possam levar à investigação do caso do cachorro Abacate, que foi atingido há quase um mês com um disparo de arma de fogo que causou o óbito do animal”, afirmou.
Ainda segundo o delegado, as apreensões são consideradas relevantes para a apuração. “Foram apreendidas três armas de fogo e telefones celulares, e as investigações continuam para que possamos chegar ao deslinde desse caso o mais breve possível”, destacou Macorin.

O material recolhido será submetido a exames periciais e análises técnicas, enquanto a equipe policial segue realizando diligências em busca de indícios concretos que apontem a autoria do disparo.
Relembre o caso
A morte de Abacate gerou forte comoção em Toledo. O cão comunitário foi baleado na manhã do dia 27 de janeiro e morreu na tarde do mesmo dia, por volta das 14h50, após não resistir aos ferimentos. Ele era cuidado por moradores do bairro Tocantins, que o resgataram e o encaminharam a uma clínica veterinária particular.
A equipe de Proteção Animal do Município foi acionada ainda pela manhã, após a médica veterinária responsável identificar indícios claros de ferimento causado por arma de fogo. Exames clínicos e de imagem, incluindo ultrassonografia, confirmaram que o projétil provocou perfurações profundas, atingindo ambos os rins e causando também perfuração intestinal, o que agravou significativamente o estado de saúde do animal.

Apesar do acompanhamento intensivo e dos esforços da equipe veterinária, o quadro evoluiu de forma desfavorável, culminando no óbito.

A Polícia Civil reforça que as investigações seguem em andamento e pede a colaboração da população. Informações que possam contribuir com o caso podem ser repassadas às autoridades de forma anônima. Segundo o delegado Alexandre Macorin, a participação da comunidade é fundamental para a responsabilização do autor e para que episódios de violência contra animais sejam prevenidos.
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