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A Polícia Civil (PC) de Toledo intensificou as investigações sobre a morte do cão comunitário conhecido como Abacate, baleado no bairro Tocantins, e trouxe novas informações sobre o caso por meio do delegado-chefe da 20ª Subdivisão Policial (20ª SDP), Alexandre Macorin. Segundo ele, a Corporação conta com um setor específico para apurar crimes de maus-tratos contra animais e, assim que tomou conhecimento da ocorrência, deu início imediato às diligências.
O delegado destacou que as investigações estão em andamento e que, neste momento, investigadores já ouvem pessoas que podem contribuir diretamente para o esclarecimento dos fatos e indicar a autoria do crime. Macorin ressaltou que se trata de um caso grave e garantiu que não ficará impune. As primeiras informações levantadas pela Polícia Civil apontam que houve, de fato, intenção de matar. O disparo transfixou o corpo do animal, atingindo os rins, o que causou lesões severas e levou à morte do cão, configurando uma circunstância agravante prevista em lei. De acordo com o delegado, o crime pode resultar em pena que varia de dois a cinco anos de reclusão, além de multa, e o responsável deverá ser devidamente responsabilizado.

Alexandre Macorin também fez um apelo à comunidade para que qualquer informação relevante seja repassada à Polícia Civil, seja pelo telefone 197 ou pessoalmente em uma unidade policial, com a garantia de preservação da identidade do denunciante. Ao mesmo tempo, ele alertou a população para que evite divulgar acusações ou supostas autorias nas redes sociais, pois isso pode gerar injustiças, prejudicar pessoas inocentes e até atrapalhar o andamento das investigações.
Relembre o caso
O caso gerou forte comoção em Toledo. Abacate era um cão comunitário e morreu na tarde de terça-feira, 27, por volta das 14h50, após não resistir aos ferimentos provocados por disparo de arma de fogo. Ele foi resgatado por moradores do bairro Tocantins e encaminhado para atendimento em uma clínica veterinária particular. A equipe de Proteção Animal do Município foi acionada ainda pela manhã, após a médica veterinária responsável identificar indícios claros de ferimento causado por arma de fogo.

Exames clínicos e de imagem, incluindo ultrassonografia, confirmaram que o projétil provocou perfurações profundas, comprometendo ambos os rins e causando também perfuração intestinal, o que agravou de forma significativa o estado de saúde do animal. Apesar do acompanhamento intensivo e dos esforços da equipe veterinária, o quadro evoluiu de maneira desfavorável, culminando no óbito.
A Polícia Civil reforça que segue a campo na busca por indícios concretos de autoria e pede a colaboração da população para que novos episódios de violência contra animais sejam prevenidos. Informações da comunidade são consideradas fundamentais para a responsabilização do autor e para o avanço das investigações que seguem em andamento.
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