Após seis meses afastados de suas funções, os vereadores Edimilson Dias Barbosa, o “Dudu Barbosa” (MDB), e Valdomiro Nunes Ferreira, o “Valdomiro Bozó” (PL), reassumiram os seus mandatos na Câmara Municipal de Toledo na tarde desta segunda-feira (09). Ambos participaram da 2ª Sessão Ordinária do Ano Legislativo, marcada pelo retorno oficial e pelos pronunciamentos na tribuna sobre o afastamento determinado pela Justiça em agosto de 2025.
Dudu Barbosa, ao fazer uso da palavra, afirmou que os 180 dias de afastamento foram longos e reiterou a sua intenção de provar inocência. Em sua fala, defendeu que a atuação dos vereadores se deu no exercício legítimo da função de fiscalização. “Há uma inversão de valores aqui. O projeto de lei foi aprovado por unanimidade. Quem foram os verdadeiros beneficiados? O que aconteceu até sua aprovação? Qual foi a avaliação técnica do Conselho de Meio Ambiente?”, questionou o parlamentar.
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Também se manifestando durante a Sessão, Valdomiro Bozó disse retornar com a “honra de quem foi eleito para fiscalizar”. Ele lembrou que foi eleito com 1.331 votos e afirmou que sua postura incomoda determinadas pessoas. “Eu irei provar a minha inocência”, declarou.
O retorno dos parlamentares foi autorizado após decisão da 1ª Vara Criminal de Toledo, que revogou a medida cautelar que os afastava dos cargos. A decisão foi proferida pelo juiz Murilo Conehero Ghizzi, que considerou superadas as razões que justificaram o afastamento inicial, como o risco de reiteração delitiva e a possibilidade de interferência na produção de provas. A instrução processual foi encerrada, e o processo segue para a fase de alegações finais.
Os vereadores respondem a uma ação penal proposta pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), que os acusa de corrupção passiva. Segundo a denúncia, eles teriam solicitado R$ 300 mil para facilitar a tramitação de um projeto de lei referente à instalação de uma Central Geradora Hidrelétrica (CGH) no Rio São Francisco.
A revogação do afastamento não extingue o processo, que continua tramitando. Paralelamente, na Câmara, também prossegue um procedimento disciplinar que poderá acarretar consequências administrativas, como suspensão de vencimentos ou eventual cassação dos mandatos.
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