Ex-funcionários protestam em frente a escritório de frigorífico de Toledo; pagamentos previstos seguem em atraso

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Cerca de 50 trabalhadores demitidos do Frigorífico Rainha da Paz realizaram, na manhã desta sexta-feira (16), uma manifestação em frente à sede administrativa da empresa, localizada na Avenida Parigot de Souza, na região central de Toledo. O ato reuniu ex-funcionários e membros do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Toledo, que levaram cartazes, entoaram palavras de ordem e cobraram o pagamento de direitos trabalhistas que, segundo eles, seguem em atraso.

De acordo com o presidente do Sindicato, João Moacir Lopes Belino, a mobilização desta sexta-feira teve como principal objetivo pressionar a empresa a cumprir um acordo firmado anteriormente com os trabalhadores, que previa o pagamento parcelado das verbas rescisórias. Segundo ele, o acordo foi aceito em assembleia pelos ex-funcionários, mas não vem sendo respeitado. “Houve promessa, houve acordo, os trabalhadores aceitaram, mas a empresa está descumprindo tudo o que foi combinado. A maioria dos pagamentos está atrasada e muitos nem sabem exatamente o que foi pago”, afirmou.
Belino destacou que há trabalhadores que ainda não receberam a multa de 40,00% do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e outros que não receberam parcelas do acerto rescisório. Segundo o Sindicato, aproximadamente 120 trabalhadores foram diretamente afetados, o que representa cerca de 120 famílias em situação de dificuldade financeira. “São pais, mães, filhos, famílias inteiras passando necessidade. O trabalhador deu o seu sangue pela empresa, cumpriu horário, ajudou enquanto a empresa esteve aberta. Agora espera apenas receber o que é seu por direito”, ressaltou.
O presidente do Sindicato também fez um apelo para que a empresa retome o diálogo. Ele afirmou que a entidade está aberta à negociação, mas não descarta o avanço das medidas judiciais. “Se não houver conversa, vamos ter que lutar muito na Justiça. O ato de hoje mostra força, não só para essa categoria, mas para todos os trabalhadores que muitas vezes ficam reféns do patrão e não têm coragem de se manifestar”, declarou.
Durante o protesto, o ex-funcionário Davi Rodrigues Magalhães da Silva relatou a situação enfrentada desde a demissão. Segundo ele, trabalhou cerca de dois anos no frigorífico, exercendo diversas funções, e hoje enfrenta dificuldades para manter as despesas básicas. “Fizeram acordo judicial para pagar a multa do FGTS e o acerto parcelado, mas quebraram tudo. Não pagaram, não deram explicação. A gente tem aluguel, luz, água, mercado para pagar. Muitas vezes dependemos de comprar fiado para conseguir se manter”, desabafou.
Davi também criticou a postura da empresa, que, segundo os trabalhadores, já chegou a Toledo em recuperação judicial e encerrou as atividades no município deixando dívidas trabalhistas. Ele afirmou que o frigorífico está com as portas fechadas em Toledo, mantendo operações apenas em unidades no Norte do Paraná. “Pressão para bater meta sempre teve, mas na hora de pagar o trabalhador ninguém aparece”, disse, pedindo que a Justiça olhe com atenção para o caso.
A manifestação desta sexta-feira ocorreu dois dias após nova reunião dos ex-funcionários com o Sindicato, realizada na quarta-feira, 14, quando foram reforçadas as cobranças pelo descumprimento dos acordos trabalhistas. Segundo o Sindicato, mais de 150 trabalhadores passaram pelo processo de rescisão, mas apenas uma pequena parcela recebeu integralmente os valores devidos. Boa parte não recebeu a multa de 40,00% do FGTS e muitos não receberam a última parcela da rescisão, prevista para o dia 06 de janeiro.
Diante do novo impasse, a entidade informou que segue adotando medidas judiciais para buscar a execução dos acordos e garantir o pagamento integral das verbas.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da empresa sobre as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores durante o protesto. O Sindicato informou que continuará acompanhando o caso e promovendo novas mobilizações, caso os pagamentos não sejam regularizados.
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