Jovem de Toledo viraliza nas redes ao fazer entregas de monociclo elétrico

O jovem de Toledo, João Christofoli, de 24 anos, viralizou nas redes sociais nos últimos dias pelo meio de locomoção que utiliza para fazer entregas em um aplicativo de alimentação. Ele realiza as suas entregas com um monociclo elétrico e foi gravado por vários moradores, enquanto fazia o seu trabalho.
“Parece que fiquei conhecido nos últimos dias pelo meio de locomoção que utilizo, que é meio diferente”, disse o jovem aos risos.
O jovem também mencionou que as pessoas curtem o seu meio de locomoção. “O pessoal tá gostando demais! Chego para realizar a entrega e vários tiram foto. Está muito divertido trabalhar”, afirma.
João conta que conheceu o monociclo elétrico através do seu pai e logo pegou gosto pela coisa. Hoje ele é o seu principal meio de transporte e também uma forma de trabalho. “Conheci o monociclo elétrico através do meu pai, que o conheceu em Foz do Iguaçu, ao ver um rapaz andando no Centro. Ele achou curioso o veículo, comprou um e desde então só andava com ele. Um dia ele comprou um novo e o antigo deu para eu testar. Eu, que na época só usava carro, resolvi testar, e desde quando utilizei esse meio de transporte pela primeira vez, já fiquei viciado”, conta.
Quando começou a andar, o monociclo de João fazia até 20 km/h e tinha uma autonomia de 25 km. Com o passar do tempo outras tecnologias surgiram e o seu equipamento atual um (Kingsong 18XL) faz até 55 km/h e tem uma autonomia de 150 km.
Trabalho e entregas
João é biólogo e trabalha em uma indústria farmacêutica e faz pós-graduação em Engenharia da Qualidade com Black Belt em Lean Six Sigma. Mesmo com um trabalho fixo, ele encontrou nas entregas e no monociclo elétrico uma forma de conseguir uma renda extra.
“Como todo brasileiro, sempre buscamos uma forma de complementar a renda e, como já trabalhei por um tempo em Londres de entregador, também com monociclo, resolvi me cadastrar no Ifood como forma de renda extra. Agora o monociclo é o meu meio de transporte favorito. A moto e o carro quase não saem da garagem, sem contar que o lucro com o monociclo fica quase limpo, já que não tenho tanto gasto com manutenção ou gasolina”, informa Christofoli.
João trabalha fazendo entregas com o monociclo por cerca de três horas no período da manhã. Das 13h00 às 22h00 ele fica no seu trabalho fixo e no fim da noite faz mais duas horas de entregas, até o fechamento dos estabelecimentos.
Trânsito
Mas e como é enfrentar o trânsito com o monociclo elétrico? Assim como outros meios de transporte, ele tem suas facilidades e benefícios, mas é claro também algumas dificuldades. João menciona como é a sua experiência no trânsito de Toledo com esse meio de transporte.
“Sobre o trânsito, considerando a alta velocidade, fica inviável, na maioria das vezes, andar em ciclofaixas, pois acabaria causando um risco aos ciclistas. Então, tenho que andar nas ruas, já que acompanho os carros e motos pela velocidade e tenho conhecimento do trânsito por ter CNH. Às vezes alguém aparece me filmando ou buzinando na intenção de cumprimentar e eu acho legal demais, sempre que posso respondo e mando um alô”, disse João.
Sobre o monociclo elétrico
O monociclo e outros veículos elétricos têm ganhado popularidade em todo o mundo e também no Brasil. Trata-se de uma opção mais sustentável e com menos gastos de manutenção, além de ser um meio de transporte com mais contato com o meio ambiente.
João destaca que a comunidade do monociclo elétrico tem aumentado e que pode virar tendência. “A comunidade do monociclo elétrico tem aumentado no Brasil com o tempo, há inclusive influencers usando. Creio que seja uma tendência, uma vez que, após aprender, se cuidando e usando as proteções corretas, é tão segura quanto uma moto, além disso, a flexibilidade de não precisar de estacionamento, de poder ir para qualquer lugar com ele, andar na calçada, rua, pedra e todos os locais, o torna um coringa da mobilidade urbana”, enfatiza.

Uma dúvida de muitas pessoas está relacionada a dificuldade de aprender a andar com o monociclo elétrico, João Conclui falando que teve dificuldade no início, mas que aos poucos foi se acostumando e pegando os macetes. “É difícil! Comecei sozinho vendo vídeos no YouTube, pegando dicas com algumas pessoas. Depois fui treinando em casa e posteriormente na grama. Em umas três semanas comecei a sair na rua e gradualmente fui pegando o jeito”, finaliza.




















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