Mais de 3/4 das empresas não se protegem virtualmente até sofrer ataque, aponta pesquisa


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A empresa de cibersegurança inglesa Tanium publicou uma pesquisa sobre investimentos em proteção digital em empresas do Reino Unido com resultados alarmantes: 79,00% delas só aprovam investimentos em cibersegurança depois de sofrerem violação de dados; 92,00% sofreram ataque ou violação de dados, dos quais 74,00% ocorreram em 2021.

A reticência das lideranças também é grande, sendo 63,00% dos líderes convencidos da segurança virtual ser uma preocupação apenas depois de um ataque. No Brasil, a situação também é preocupante. Por um lado, o país evoluiu sensivelmente no ranking mundial de cibersegurança da União Internacional de Telecomunicações, de 71º para 18º lugar.

Por outro lado, o risco de usuários corporativos brasileiros do sistema Windows (que são a maioria) encontrarem uma ameaça virtual é de 21,00%, comparado à média mundial de 15,01%, conforme o Relatório Global de Riscos para PCs, elaborado pela Avast.

Novas práticas de trabalho

A complexidade da situação tem crescido com a transformação digital do trabalho. Se ela agiliza muitos processos, pode também abrir lacunas sérias de segurança. Um ponto sensível é o “home office”: empresas precisam de soluções eficazes para eliminar brechas que possam aparecer entre o computador dos empregados (muitas vezes, máquinas compartilhadas) e a rede interna da companhia.

Nesse sentido, o uso de VPN Windows é uma medida que pode ajudar a prevenir problemas de segurança. A VPN é uma rede privada virtual, que protege a navegação individual.

Mas esse tipo de solução é apenas o começo de um esforço necessário de estratégia e investimento em proteção virtual. Golpes complexos baseados em phishing, engenharia reversa e programas maliciosos do tipo backdoor (“plantados” discretamente em uma máquina e às vezes inativos por meses) em muitas ocasiões combinam fraudes no mundo real e no mundo virtual.

A escalada dos sequestros de dados de empresas aparece nesse cenário. O caso mais notório em nível global de um incidente desse tipo, com pedido milionário de resgate, foi desferido em 2021 sobre a Colonial Pipeline. Essa empresa dos EUA pagou US$ 40 milhões para recuperar controle sobre dados estratégicos depois que o fornecimento de combustível por seus oleodutos para vários estados ficou ameaçado por dias.

Por conta desse tipo de golpe, os seguros de riscos cibernéticos têm atraído o interesse de empresas no mundo inteiro. Embora ainda incipiente no Brasil, esse setor de serviços cresceu 136,00% no país entre 2020 e 2021.

Novas tecnologias

As tecnologias novas de cibersegurança também cumprirão papel cada vez mais importante para empresas, que devem estar atentas a novas evoluções. A descentralização de operações e de backups de um sistema em nuvens é uma delas, multiplicando os esforços necessários por parte de criminosos virtuais para lucrar ilicitamente.

Soluções como as de XDR, incorporam a grande capacidade analítica da inteligência artificial na defesa eletrônica de empresas. XDR é a abreviatura inglesa para detecção e resposta estendida, e utiliza a inteligência artificial e automação para detectar e interromper ataques virtuais, desde a extremidade vulnerável até o e-mail e a identidade eletrônica de pessoas em uma organização, por exemplo.

A análise de grandes volumes de dados em curto espaço de tempo é extremamente relevante para diminuir as brechas para cibercriminosos, especialmente em ambientes em que trabalham muitas pessoas.

Comprovada a eficácia dessas tecnologias, a tendência é que sejam implementadas amplamente, levando a um gradual barateamento – até que as ameaças se sofistiquem novamente.

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