Uma ocorrência de violência doméstica e familiar foi atendida pela Patrulha Maria da Penha após acionamento da Central de Operações (Copom), envolvendo uma situação de intenso abalo emocional sofrido por uma mulher e a exposição de uma adolescente de 13 anos a um ambiente de conflito. O caso foi registrado em Toledo e mobilizou a equipe policial diante do risco à integridade psicológica dos envolvidos.
Ao chegar ao endereço informado, ainda do lado externo da residência, os policiais conseguiram ouvir gritos proferidos por um homem em evidente estado de exaltação. Como o portão do imóvel encontrava-se apenas recostado e havia indícios de situação iminente de violência, a equipe adentrou a residência para averiguação. No interior do local, foi visualizado um homem saindo pela porta frontal, que acabou abordado e identificado pelos policiais. Em seguida, a equipe manteve contato com a vítima, que passou a relatar os fatos.
Segundo a mulher, a sua filha, de 13 anos, havia ido até a residência para uma visita, porém o convivente não aceitava a presença da adolescente no local, demonstrando comportamento hostil e intolerante em relação ao vínculo entre mãe e filha. Durante o episódio, o homem passou a gritar frases como “você não é bem-vinda aqui” e “vaza daqui”, o que fez com que a adolescente deixasse a casa visivelmente constrangida e emocionalmente abalada. A vítima relatou que a situação lhe causou profundo sofrimento emocional, especialmente por presenciar a expulsão da própria filha.
Ainda conforme o relato, após o início da discussão, a vítima, em forte abalo emocional, arremessou uma chaleira em direção ao autor. A partir disso, o homem teria se exaltado ainda mais, passando a quebrar objetos dentro da residência, lançar roupas da cômoda ao chão e provocar grande desordem no ambiente, em clara demonstração de agressividade. Questionada pela equipe, a mulher informou que, nesta data, não sofreu agressão física, mas relatou que já foi vítima de violência física em ocasiões anteriores, tendo sofrido lesões no rosto após tapas desferidos pelo convivente.
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A vítima também afirmou que, em episódios anteriores, o autor danificou propositalmente o seu aparelho celular com a intenção de restringir a sua comunicação e contato social. Além disso, relatou ser constantemente submetida a violência psicológica, com xingamentos, humilhações e palavras ofensivas que afetam diretamente a sua dignidade, autoestima e aparência, causando sofrimento emocional contínuo.
Em conversa com os policiais, o autor afirmou que o desentendimento ocorreu porque não gosta da filha da vítima, alegando que a adolescente incentiva a mãe a sair de casa. Ele também disse sentir-se incomodado e com ciúmes quando a jovem está presente, por acreditar que deixa de receber a atenção que considera devida.
Diante do contexto caracterizado como violência doméstica e familiar contra a mulher, somado à exposição de uma adolescente a uma situação de instabilidade emocional, e considerando que a vítima manifestou interesse em representar criminalmente contra o autor, ambas as partes foram encaminhadas à 20ª Subdivisão Policial de Toledo (20ª SDP) para apresentação à autoridade policial e adoção das medidas legais cabíveis.