Úlcera Péptica é curável, entretanto há riscos


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Úlcera péptica (UP) é definida como uma erosão que penetra a camada muscular da mucosa, em um segmento da mucosa gástrica (úlcera gástrica) ou do duodeno (úlcera duodenal). A UP de acordo com a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) é uma afecção heterogênea, multifatorial, que acomete de 15,00% a 20,00% da população mundial. A infecção gástrica pela bactéria H.Pylori (Helicobacter pylori) é hoje responsável por mais de 95,00% dos casos de úlcera duodenal e 80,00% dos portadores de úlcera gástrica, já o uso de anti-inflamatórios constitui a segunda causa, especialmente na população mais idosa.

Os sintomas são dor epigástrica (parte superior do abdome), tipo queimação, normalmente mencionada com sensação de vazio (dor tipo fome), muitos pacientes referem dor antes das refeições que é aliviada pela alimentação, dor rítmica em três tempos: dói-come-passa, já um número menor de pacientes relata que a dor piora com a ingestão de alimentos. Além da dor existe salivação em excesso, despertar noturno com dor, náuseas, vômitos e alteração da coloração das fezes. Nas fases mais avançadas da doença a dor pode se projetar para o dorso (costas) e com caráter transfixante (que atravessa de lado a lado).

As complicações mais comuns da UP são hemorragia, que pode se expressar por vômitos com sangue (hematêmese) e sangue nas fezes (melena). A complicação mais grave é a perfuração, onde seu tratamento é cirúrgico em caráter de urgência e, por último, temos a obstrução, a mais rara complicação da úlcera.

A úlcera péptica ativa é geralmente diagnosticada durante o exame de endoscopia, no qual se observa quebra da barreira da mucosa, este exame possibilita a coleta de biópsias para descartar outros diagnósticos (ex: neoplasias (tumor)). Em pacientes que possuem sinais de alarme e idade maior que 50 anos a endoscopia é obrigatória.

Os objetivos do tratamento da úlcera são abolir os sintomas, cicatrizar a lesão e evitar o seu retorno. As úlceras em sua grande maioria são secundárias ao H.Pylori e a erradicação deste microrganismo é necessária, sendo ela feita com antibióticos. O tratamento medicamentoso inclui remédios que reduzem a acidez gástrica (antissecretores), como omperazol, pantoprazol e ranitidina e os que facilitam a regeneração celular (pró-secretores) como antiácidos, sucralfato e protaglandinas. Não existe restrição dietética para o paciente ulceroso, porém diminuir o consumo de café, bebidas alcoólicas, cigarro e refrigerantes é necessário.

Droutor Leandro Faé

CRM – PR 36.049

Clínica Endogastro Toledo

Cirurgia Geral pelo Hospital Felício Rocho – Belo Horizonte-MG

Endoscopia Digestiva pela Faculdade Suprema – Juiz de Fora-MG

* As informações contidas nos artigos de colunistas, não necessáriamente, expressam a opinião do Toledo News.

Dr. Leandro Faé

Dr. Leandro Faé
CRM – PR 36.049

CLÍNICA ENDOGASTRO TOLEDO
Cirurgia Geral pelo Hospital Felício Rocho – BH/MG
Endoscopia Digestiva pela Faculdade Suprema – JF/MG
Instagram: @drleandrofae

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