Aumento da circulação de vírus respiratórios acende alerta sobre importância da vacinação contra gripe


Foto: Divulgação - PUC-PR
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A campanha de vacinação iniciou em abril em todo país, e no Paraná a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) emitiu um alerta para o aumento da circulação dos vírus respiratórios, entre eles: o vírus sincicial respiratório (VSR) e o da influenza A. A positividade nos testes para detectar a presença do vírus subiu 133,55% para o VSR, passando de 06,43% em março para 15,02% em abril (até 22 de abril). Já o vírus da gripe aumentou 497,78% - no mês de março a positividade estava em 00,90% e na última quinzena de abril (de 15/04 a 22/04) chegou a 05,38%. Os dados foram consolidados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).  

“Com a chegada do outono e do inverno, a circulação dos vírus sazonais aumenta, principalmente porque no frio temos o hábito de ficar mais em ambientes fechados. Por isso, as campanhas iniciam antes da chegada das mudanças climáticas”, explicou a médica pneumologista e professora do curso de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) Câmpus de Toledo, Manuela Truiti.  

A vacina da gripe é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o grupo prioritário, entre eles: crianças de seis meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais, gestantes, profissionais de saúde, puérperas, professores dos ensinos básico e superior, povos indígenas, pessoas em situação de rua, integrantes das forças de segurança e de salvamento e militares das Forças Armadas. Também estão incluídas pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e de longo curso, portuários, funcionários do sistema penitenciário e a população privada de liberdade, incluindo jovens sob medidas socioeducativas entre 12 e 21 anos.  

“O ideal é que todos que fazem parte do grupo de risco tomem a vacina. Os idosos, por exemplo, possuem o sistema imunológico menos resistente, assim como as pessoas que possuem comorbidades, e isso faz com que estes tenham um risco maior de desenvolver a forma grave da doença, de precisar de uma internação hospitalar, e até mesmo de ventilação mecânica”, avaliou a professora. 

As vacinas já estão disponíveis em todos os postos de saúde, e também no sistema privado. “As vacinas disponibilizadas pelo SUS são trivalentes, protegem contra três subtipos do vírus Influenza: H1N1, H3N2 e um subtipo da Influenza B. O ideal é que todos que podem se vacinem, pois quando nos vacinamos protegemos também as pessoas que convivem conosco”, disse Manuela. 

Esquema vacinal 

A médica ainda ressaltou outras vacinas que precisam estar em dia, principalmente para o grupo prioritário. “Temos a vacina da Covid-19, que ainda é um vírus que causa preocupação, então é necessário manter as doses completas. Temos também a vacina antipneumocócica, que protege contra o patógeno que infecta o pulmão, e a vacina contra o vírus da bronquiolite. Ou seja, para o grupo prioritário não é apenas a vacina da gripe, tem outras vacinas que precisam fazer parte do esquema vacinal”, enfatizou a médica. 

Vale lembrar que quem já pegou gripe também precisa tomar a vacina. “Existem mais de 200 tipos de vírus que podem causar a infecção do trato respiratório, então se você já teve alguma gripe, precisa se vacinar também para se proteger contra os demais vírus”.  

No Paraná, o Dia D de Multivacinação será no dia 10 de maio, com foco nas vacinas contra a gripe, Covid-19 e febre amarela, além das demais vacinas de rotina do Calendário Nacional de Imunizações. E quem não se vacinou ainda precisa estar atento aos sintomas.  

Sintomas e prevenção 

E quem não se vacinou ainda precisa estar atento aos sintomas. “É importante lembrar que temos a gripe, que é a infecção do trato respiratório causado pela influenza e o resfriado, que é a infecção causada por outros vírus. Então, caso você tenha sintomas nasais, como coriza, dor de cabeça leve e febre que melhora com um anti-térmico, a recomendação é se alimentar bem, se manter hidratado e em repouso”, destacou a docente da PUCPR.  

Porém, se começar a surgir sintomas mais intensos, como febre que não passa com o medicamento, mal-estar intenso, tosse com muita secreção ou falta de ar, o ideal é procurar o atendimento médico. “Com pacientes idosos, o cuidado com as comorbidades precisa ser ainda maior, pois muitas vezes essa gripe pode descompensar a comorbidade, seja ela cardiovascular ou uma diabetes, por exemplo, e nesse caso, uma avaliação médica também é recomendada”, ressaltou. 

E com as mudanças climáticas chegando é importante iniciar a prevenção. “Com a chegada do frio, as pessoas param de praticar esportes, mas esse é o momento em que mais precisamos fazer atividade física. A prática revigora o sistema imunológico, estimulando as células da imunidade a trabalharem melhor. Além disso, uma alimentação adequada e a hidratação em dia também ajudam o corpo a funcionar bem nessa época do ano”, salientou Manuela Truiti. Outros cuidados importantes são principalmente para quem está com sintomas gripais: evitar dar a mão para cumprimentar, usar máscara ao sair em público para evitar a propagação do vírus, usar álcool em gel e manter os ambientes ventilados”, finalizou.

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