O Ministério Público do Paraná (MPPR) detalhou os motivos que levaram ao pedido de suspensão do alvará de funcionamento e ao fechamento cautelar do Bar Choperia do Frangão, localizado na Avenida Egydio Geronymo Munaretto, no Jardim Panorama, em Toledo. A medida foi adotada após a constatação de uma série de ocorrências policiais graves registradas no local, consideradas suficientes para caracterizar risco à ordem pública, à segurança e à tranquilidade dos moradores da região.
De acordo com um nota de esclarecimento encaminhada pela Promotoria de Justiça da Comarca de Toledo, o estabelecimento acumulou, nos últimos meses, ao menos 15 registros policiais envolvendo situações como tumultos generalizados, brigas constantes, furtos, agressões físicas, esfaqueamentos, disparos de arma de fogo e até tentativas de homicídio. Os fatos, segundo o MPPR, evidenciam um histórico reiterado de violência associado ao funcionamento do bar.
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Entre os episódios mais graves citados no inquérito está uma ocorrência registrada em março de 2024, quando um homem foi esfaqueado em frente ao estabelecimento, exigindo a atuação de equipes policiais e do Corpo de Bombeiros. Em novembro do mesmo ano, a Polícia Militar (PM) interveio em uma situação de tentativa de homicídio, após um indivíduo armado efetuar disparos de arma de fogo contra um grupo de pessoas nas proximidades do bar. Também há registros de outros disparos em via pública, associados ao local, aumentando a sensação de insegurança na região.
O levantamento do MPPR aponta ainda diversas ocorrências de agressões físicas e brigas generalizadas, incluindo um caso em janeiro de 2025, no qual uma mulher relatou ter sido agredida por seguranças do estabelecimento, com tapas, enforcamento e espancamento, vindo a desmaiar e necessitando cuidados médicos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Há também registros de lesões corporais graves, com vítimas que sofreram fraturas, costelas quebradas, perfuração de pulmão e cortes na cabeça.
Além da violência, o inquérito reúne diversas ocorrências de furtos e roubos relacionados ao local, envolvendo a subtração de celulares, documentos, dinheiro, veículos e outros pertences de frequentadores. Em uma das situações, a vítima relatou ter sido derrubada e agredida antes de ter o seu automóvel levado por indivíduos que estavam no bar. Em outra, pertences pessoais desapareceram durante a permanência no estabelecimento, conforme os registros policiais analisados pelo Ministério Público.
Segundo o MPPR, a situação foi levada ao órgão tanto pela Polícia Civil (PC) quanto pela Polícia Militar, além de um abaixo-assinado apresentado por moradores das redondezas, que relataram perturbação do sossego, medo e prejuízos à qualidade de vida em razão das constantes ocorrências. Diante desse conjunto de elementos, o Ministério Público entendeu ser necessária a adoção de uma medida cautelar para impedir a continuidade dos fatos.
Com isso, foi determinada a suspensão do alvará de licença e o fechamento imediato do Bar Frangão, com o objetivo de preservar a ordem pública e evitar novos episódios de violência. O estabelecimento permanece lacrado, e o responsável terá prazo para apresentar manifestação. Após a análise administrativa, será definida a manutenção da suspensão ou a eventual cassação definitiva do alvará de funcionamento.
Relembre a operação que levou à interdição
A interdição do Bar Frangão foi efetivada na quarta-feira, 04, durante uma operação conduzida pela Secretaria de Segurança e Trânsito, com apoio da Fiscalização de Posturas do Município. A ação atendeu a denúncias de perturbação do sossego formalizadas junto ao Ministério Público do Paraná e resultou no fechamento imediato e lacração do estabelecimento. Na mesma operação, uma oficina mecânica no Jardim São Francisco, que funciona em área residencial, foi notificada e recebeu 30 dias para se transferir para local adequado, podendo operar nesse período; em caso de descumprimento, haverá aplicação de multa. As medidas passam a valer a partir do cumprimento das notificações e visam assegurar o respeito às normas de convivência urbana no município, conforme as diretrizes da Prefeitura de Toledo.