Após semanas de retórica que arriscaram a mais profunda ruptura nas relações transatlânticas em décadas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou abruptamente nesta quarta-feira (21) das ameaças de impor tarifas como alavanca para tomar a Groenlândia e disse que um acordo estava à vista para encerrar a disputa.
"Formamos o arcabouço de um futuro acordo com relação à Groenlândia e, de fato, à toda a região do Ártico", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
"Com base nesse entendimento, não vou impor as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro."
Trump fez os comentários depois de descartar a possibilidade de tomar o território dinamarquês pela força em um discurso na reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, de se reunir com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e de reconhecer o desconforto dos mercados financeiros com suas ameaças.
Trump disse que havia encarregado o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o enviado especial Steve Witkoff de participar das discussões e que disponibilizaria mais informações "à medida que as discussões progredissem".
"As pessoas achavam que eu usaria a força, mas não preciso usar a força", disse Trump no início de seu discurso no resort suíço. "Eu não quero usar a força. Não usarei a força", acrescentou.
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A mudança de postura em relação às tarifas provocou uma recuperação do mercado acionário, com o índice S&P 500 subindo mais de 1,5%. Isso contribuiu para a recuperação do mercado após a maior queda das ações em três meses.
Os aliados da Otan ficaram nervosos com as crescentes ameaças de Trump de tomar o território da Dinamarca, que é um aliado de longa data dos EUA na Otan.
Mas desde que voltou ao cargo, Trump também fez várias vezes ameaças graves que assustaram os mercados, apenas para atenuá-las ou retirá-las completamente.