Neste penúltimo Domingo do Tempo Comum (16), a Liturgia nos convida a olhar para o futuro não com medo, mas com fé. Os textos bíblicos falam de destruição, perseguição e provações, mas não para nos amedrontar. São palavras que iluminam a esperança do cristão diante das turbulências da história. Quando Jesus anuncia que ???não ficará pedra sobre pedra??? (Lc 21, 06), Ele não está ameaçando, mas ensinando a não colocar nossa segurança em realidades passageiras, templos, poderes, riquezas, ou instituições humanas. Tudo o que é humano é frágil e passageiro. Somente Deus é eterno. ?? nesse fundamento que se constrói a fé verdadeira.
Jesus está em Jerusalém e observa as pessoas admirando a beleza do Templo, pedras magníficas, reluzentes, sólidas. Mas, por trás dessa admiração, há distração. O fascínio pelo exterior faz esquecer o essencial. Por isso, Jesus fala com palavras duras: ???Não ficará pedra sobre pedra???. Ele não quer destruir, mas despertar. Suas palavras são um chamado a olhar mais fundo: o que acontece quando tudo o que julgávamos sólido começa a ruir?
O Templo era o centro da vida religiosa, política e social de Israel, símbolo da estabilidade. Quando Jesus anuncia a sua destruição, está tocando no ponto mais sensível do coração humano: o medo de perder o que nos sustenta. Todos nós temos ???templos??? assim, seguranças, certezas, pessoas, situações que parecem inabaláveis. Mas, cedo ou tarde, algo nos obriga a encarar o colapso: uma doença, uma crise, um fracasso, uma perda. Então, torna- se inevitável uma pergunta: em que ou em quem temos colocado a nossa confiança?
O medo é uma reação natural diante da instabilidade. Porém, se não for iluminado pela fé, torna-se uma prisão. Muitos, como os admiradores do Templo, preferem distrações a encarar a verdade. Refugiam-se no consumo, nas redes, nas promessas fáceis, qualquer coisa que evite o contato com a própria fragilidade.
Outros se deixam arrastar pelo desespero e pelas visões apocalípticas: tudo está perdido, o mundo acabou, nada mais vale a pena. Jesus, porém, nos adverte: ???Não se deixem enganar.??? O medo é terreno fértil para os falsos messias que oferecem salvadores substitutos, mas roubam a liberdade interior e a esperança.
Jesus propõe outro caminho: a perseverança. ???Com a vossa perseverança salvareis as vossas almas.???Perseverar é permanecer de pé no meio do terremoto, não porque somos fortes, mas porque sabemos em Quem confiamos. ?? suportar com fé, não fugir da realidade, mas habitá-la com esperança. ?? olhar para o caos e dizer: ???Deus está aqui também???.
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Nada do que vivemos, nem mesmo as perdas mais duras, escapa ao olhar amoroso de Deus. Ele promete: ???Nem um fio de cabelo da vossa cabeça se perderá.??? Essa imagem é de uma ternura imensa: Deus nos conhece por inteiro, guarda cada detalhe, acompanha cada passo.
O Evangelho deste domingo não fala do fim, mas do recomeço possível. As crises não são o apocalipse, mas ocasião de testemunho. O cristão não é aquele que ignora o sofrimento, mas aquele que o atravessa com fé e o transforma em oportunidade de amor.
Este domingo nos ensina que a fé autêntica nasce da perseverança e se fortalece na responsabilidade. Não vivemos à espera de um fim catastrófico, mas da plena manifestação do amor de Deus, que já atua no mundo através de nossas mãos e corações. Enquanto aguardamos o ???sol da justiça??? que virá, somos chamados a trabalhar pela paz, a cuidar da criação, a resistir ao mal e a semear esperança.
???Nem um só cabelo da vossa cabeça se perderá??? (Lc 21,18). Quem confia no Senhor, mesmo em meio às ruínas, descobre que a fidelidade de Deus é o verdadeiro alicerce da história.
Dom João Carlos Seneme, css
Bispo de Toledo