Diretor de Colégio de Toledo participa de missão humanitária em campo de refugiados no Malawi


Foto: Divulgação
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Neste mês de julho, o professor Sadi Nunes da Rosa, diretor do Colégio Estadual Cívico-Militar Novo Horizonte, em Toledo, teve um destino incomum para suas férias: ele viajou mais de oito mil quilômetros para o campo de refugiados Dzaleka, no Malawi, país localizado na África Oriental. Sadi Nunes foi um dos 16 profissionais da educação voluntários de diferentes regiões do Brasil que integraram uma caravana pedagógica promovida pela ONG Fraternidade Sem Fronteiras, com o objetivo de realizar trabalhos humanitários.

A viagem foi um marco para o professor e também para seus alunos, que se envolveram ativamente no projeto. Além da experiência de estar em um ambiente multicultural, Sadi levou consigo materiais escolares e diversos bilhetes escritos à mão por seus alunos da rede estadual de ensino, resultado prático de um dos trabalhos realizados em sala de aula no primeiro semestre.

A participação dos alunos foi crucial na empreitada humanitária. Alunos das turmas do sexto, sétimo e oitavo anos do Colégio Novo Horizonte, durante o período da manhã, contribuíram com doações de itens essenciais, como cadernos, lápis, canetas, borrachas e giz de cera, para serem entregues aos estudantes da Ubuntu Nation School, localizada no campo de refugiados de Dzaleka.

A escola em Dzaleka atualmente oferece apenas ensino infantil e primário para os 436 estudantes matriculados, com idades similares aos alunos da rede estadual do Paraná. A intenção da visita de Sadi e da equipe de voluntários foi promover debates e trocar experiências com os gestores da escola africana, apresentando-lhes o modelo de gestão adotado na rede estadual de ensino do estado.

Um dos objetivos dessa interação é orientar a implantação de turmas do ensino médio no local, uma vez que os estudantes refugiados têm acesso apenas ao ensino fundamental. A ideia é proporcionar mais oportunidades educacionais para esses jovens em situação de desamparo e dificuldades, contribuindo para o seu desenvolvimento futuro.

O campo de refugiados de Dzaleka, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1994, recebeu inicialmente nove mil sobreviventes do genocídio de Ruanda. Atualmente, abriga cerca de 60 mil pessoas de diversas etnias, vindas de países como Congo, Ruanda, Somália e Etiópia, que buscam abrigo e oportunidades para recomeçar a vida. A falta de acesso à saúde, educação e trabalho é um desafio constante para esses refugiados.

Para o professor Sadi Nunes da Rosa, a experiência foi muito positiva e trouxe muitos ensinamentos. "Cada professor manifestou sua cultura, quais são as manifestações sociológicas da sua própria cultura, foi uma experiência muito rica. De minha parte aqui, a importância de levar para os alunos as questões humanitárias, principalmente a questão do multiculturalismo", disse o professor.

Com informações da Agência Estadual de Notícias (AEN).

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