Esta sexta-feira (30) está sendo marcada pelo avanço da audiência de instrução e julgamento dos vereadores afastados Dudu Barbosa (MDB) e Valdomiro Bozó (PL), no Fórum de Toledo. Eles são acusados de corrupção passiva envolvendo a suposta solicitação de propina de R$ 300 mil, relacionada à tramitação do projeto da usina CGH no Rio São Francisco.
Logo pela manhã, o ex-prefeito Luis Adalberto Beto Lunitti Pagnussatt (PSD) prestou depoimento, afirmando que, na avaliação da gestão à época, a usina teria sido construída em área pública de forma irregular. Na sequência, também foi ouvido Gilberto Allievi, sócio da empresa envolvida e responsável pela denúncia apresentada ao Ministério Público do Paraná (MPPR).
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Durante a audiência, ex-integrantes do governo municipal, como Norisvaldo Penteado e Mauri Refatti, prestaram esclarecimentos sobre a tramitação administrativa dos projetos de lei relacionados à CGH, buscando detalhar os procedimentos adotados no âmbito do Executivo.
No decorrer da tarde, também foram ouvidos o engenheiro civil José Airton Cella e o presidente da Câmara de Vereadores de Toledo, Gabriel Baierle (União Brasil). A expectativa é de que as oitivas das testemunhas sejam concluídas ainda nesta sexta-feira, embora a decisão judicial sobre o caso possa ser proferida em momento posterior.

O Ministério Público reforçou o pedido de prorrogação do afastamento dos vereadores por mais 180 dias, sob o argumento de que a permanência no cargo poderia representar risco de interferência no processo.
Paralelamente, a Câmara Municipal mantém em andamento procedimento disciplinar próprio, que pode resultar em medidas administrativas, como suspensão de salários ou cassação dos mandatos, independentemente do desfecho judicial.