Por que as capivaras estão mais frequentes em Toledo? Veja os motivos e como agir


Foto: Divulgação - Prefeitura de Toledo
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Nesta semana, Toledo registrou três aparições de capivaras em áreas urbanas, um fenômeno que vem se tornando cada vez mais frequente. Os casos, dois no Centro e um no Jardim Porto Alegre, refletem o aumento das interações entre esses animais e o espaço urbano, e têm despertado curiosidade e preocupação entre os moradores.

A capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) é o maior roedor do mundo e um dos símbolos da fauna sul-americana, especialmente do Paraná, onde é comumente encontrada. Conhecida por seu comportamento pacífico e hábitos sociais, a capivara vive em grupos próximos a corpos d’água, como rios, lagos e pântanos. Esses animais têm papel importante nos ecossistemas, ajudando no controle da vegetação aquática e servindo de presa para predadores naturais.

Apesar de seu comportamento dócil, o encontro com capivaras no ambiente urbano pode gerar desafios. Muitas pessoas não sabem como agir ao avistá-las, o que pode colocar em risco tanto o animal quanto os próprios cidadãos. Além disso, situações de estresse podem causar miopatia nesses animais, uma condição que pode levá-los à morte durante o manejo inadequado.

Para entender mais sobre o aumento das aparições e como lidar com esses encontros, a equipe de reportagem do Toledo News conversou com Tiago Luidy Pizzato Stertz, responsável pelo setor de fauna silvestre da Prefeitura de Toledo e encarregado dos resgates de animais na região. Ele explicou as razões por trás desse fenômeno.

"Estamos na época de reprodução e nascimento desses animais, então é muito comum encontrá-los transitando por aí. O desmatamento das matas e o aumento da cidade também influenciam diretamente. Esses fatores fazem com que os animais saiam em busca de alimento e acabem invadindo áreas urbanas. Muitas vezes, eles se perdem do bando e aparecem em diferentes pontos da cidade", comentou Tiago.

Nesta semana, o setor de fauna precisou atender a três ocorrências envolvendo capivaras. "Atendemos uma no Jardim Porto Alegre, na Rua Cuiabá, onde foi necessário realizar a contenção física para levá-la a uma área de mata próxima. A segunda, na Rua Barão do Rio Branco, conseguimos realocar sem a contenção, conduzindo-a para um local seguro. Já a terceira, encontrada no polo da Uningá, na Rua Santos Dumont, precisou de um manejo mais delicado. Esse animal apresentava sinais de ferimentos e foi encaminhado para o Centro de Apoio à Fauna Silvestre (Cafes), em Cascavel-PR", detalhou.

Tiago também explicou os riscos do manejo inadequado. "Capivaras podem sofrer de miopatia por estresse, uma condição em que o animal pode morrer durante o resgate. Felizmente, das três que resgatamos esta semana, nenhuma sofreu complicações graves. A que estava na Uningá tinha ferimentos na boca, talvez por um atropelamento, e também apresentava lesões no corpo. Foi necessário atendimento veterinário e a extração de um dente quebrado, que vai nascer novamente. Após os cuidados, conseguimos devolvê-la à natureza em segurança".

Capivara que teve um dos dentes quebrados. Ele foi resgatada na área urbana de Toledo, na Rus Santos Dumont.

Hoje, a presença das capivaras em Toledo não se limita ao Horto Municipal, como era antigamente. Segundo Tiago, elas vivem em diferentes locais da cidade. "Hoje em dia, dificilmente encontramos capivaras no Horto. Mas elas são comuns em outros pontos, como o Lago dos Pioneiros, onde há várias vivendo na região".

A expansão urbana, o desmatamento e a busca por alimento são fatores que contribuem para o aumento das aparições desses animais. Apesar de serem inofensivas, capivaras podem causar transtornos no trânsito ou se machucar em interações urbanas. Por isso, é importante que a população saiba como agir.

Ao avistar uma capivara, a recomendação é evitar se aproximar ou tentar capturá-la. O ideal é acionar o setor de fauna silvestre, que possui equipes capacitadas para realizar o manejo adequado e garantir o bem-estar do animal. "Nosso objetivo é sempre preservar a vida e devolver esses animais ao seu habitat natural com segurança", reforçou Tiago.

Com o aumento das aparições, a presença da capivara se torna mais um exemplo de como a interação entre a fauna e os espaços urbanos requer atenção e respeito. Afinal, mesmo em meio aos prédios e carros, o equilíbrio entre o homem e a natureza continua sendo essencial.

Caso você encontre uma capivara em uma rua ou qualquer espaço urbano da cidade a indicação é entrar em contato com o setor de Proteção Animal da Prefeitura pelo telefone e WhatsApp (45) 9-9135-2756 ou ainda pelo Instagram de Tiago: @petzdotiagao.

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