Aumento de casos de chikungunya acende alerta para controle do Aedes Aegypti na região; Toledo confirma três infecções

A 20ª Regional de Saúde de Toledo enfrenta um crescimento expressivo nos casos de chikungunya em diversos municípios. Segundo o informe publicado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), o município de Cascavel lidera no total de casos, com 621 confirmados. Toledo, sede da regional, tem três casos confirmados.
Fernando Pedrotti, diretor da 20ª Regional de Saúde, destacou que a principal preocupação está na presença e proliferação contínua do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da chikungunya, dengue e zika. Ele reforçou que a responsabilidade pelo combate ao mosquito é compartilhada com a população. “O poder público não tem condições de entrar toda semana no quintal das pessoas. Cada cidadão precisa compreender que depende dele eliminar possíveis criadouros”, afirmou.
De acordo com os dados da Secretaria de Saúde do Estado, o município de Mercedes apresenta um dos maiores índices de incidência acumulada, com 409,47 casos por 100 mil habitantes. Em seguida, vem Boa Vista da Aparecida (225,94) e Cascavel (173,47). Em Toledo, apesar do número de casos ser menor, a confirmação de transmissão local reforça o alerta.
A regional tem atuado em parceria com as prefeituras fornecendo equipamentos, insumos e capacitação aos profissionais de saúde. No entanto, segundo o diretor da regional, ainda é necessário ampliar o alcance das campanhas educativas. “As campanhas, sim, têm gerado resultado, mas não alcançado a totalidade da população. A prova é que nós continuamos tendo altos índices de infestação pelo Aedes Aegypti”, destacou.

A chikungunya pode evoluir para formas graves e prolongadas. A fase crônica da doença, que pode durar mais de 90 dias, costuma comprometer atividades simples do cotidiano devido a dores nas articulações. “Muitas pessoas sofrem para realizar tarefas básicas, como se vestir, tomar banho, se enxugar”, alertou o chefe da regional.
As autoridades reforçam a necessidade de eliminar água parada em recipientes como tampas de garrafa, vasos de plantas e ralos. A recomendação é que a população dedique ao menos 10 minutos por semana para vistoriar o seu quintal e áreas internas da residência.




















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