Bagagem com peso certo evita dor de cabeça no embarque


Foto: Divulgação - Experta Media
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O serviço para despachar bagagem nem sempre está incluso na passagem aérea. Em determinados casos, é preciso pagar para adicioná-lo. Por isso, é fundamental conhecer as regras das companhias aéreas antes de reservar o voo. 

As linhas aéreas brasileiras seguem as normas de bagagem da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). De acordo com a legislação, é permitida uma mala de mão gratuita por passageiro, desde que respeitadas as dimensões estipuladas, e bagagem despachada paga. O preço de malas despachadas pode sofrer alterações de acordo com as tarifas de cada empresa. 

Dependendo do tipo de tarifa, a primeira bagagem despachada pode ser incluída no bilhete. A orientação principal, portanto, é conferir se o despacho está ou não incluso no valor da passagem. Depois, antes de preparar a mala, é importante respeitar os tamanhos definidos. 

As medidas permitidas para a bagagem de bordo são 55 x 35 x 25cm (altura, largura e profundidade), com peso máximo de 10 kg. Já as despachadas devem ter, no máximo, 50 x 80 x 28cm e 23 kg. 

Problemas com  bagagem em voos

Nos voos, além da bagagem de mão, os passageiros podem embarcar, gratuitamente, com um item pessoal, como bolsa ou mochila. As normas para voos nacionais e internacionais podem variar, portanto, vale conferi-las antes do embarque. 

É importante considerar, ainda, a organização das  malas para que, por exemplo, itens de utilidade e valor, como dinheiro, documentos, jóias e cartões de crédito sejam alocados na mala de mão. Dessa forma, é possível diminuir a dor de cabeça em caso de extravio de bagagem, por exemplo. 

De acordo com a ANAC, no caso de bagagem extraviada ou outros problemas com voo, a companhia aérea é obrigada a informar toda a irregularidade que levou ao erro e o motivo do extravio. É recomendado, ainda, que o passageiro vá até o balcão da empresa e exija o Registro de Irregularidade de Bagagem (RIB). Com isso, é possível formalizar o extravio e conseguir uma prova para exigir direitos, seja diretamente com a companhia aérea, seja através de um pedido de indenização na Justiça nos casos em que a companhia não conseguir solucionar o problema. 

Atenção ao conteúdo da mala em voos internacionais

Além das especificações de tamanho e peso de malas, as regras para trechos nacionais e internacionais também diferem. Em voos domésticos, por exemplo, podem ser levados na bagagem de mão aerossóis e bombinhas de asma, desde que não excedam a quantidade de quatro frascos por passageiro e que o conteúdo tenha menos de 300ml. 

Já para voos internacionais, as orientações mudam e podem ser estabelecidas pelas próprias companhias. O transporte de líquidos, por exemplo, deve ser feito em frascos vedados, respeitando quantidades específicas. 

Vale lembrar que, segundo a ANAC, em nenhuma situação é permitido embarcar com itens que representem risco para o passageiro e para a tripulação. Conforme a Agência, entre os principais objetos que não devem ser levados estão armas, artefatos cortantes, explosivos e inflamáveis. 

Planejar a bagagem é a melhor alternativa

Para fugir das tarifas extras de malas despachadas, o ideal é focar no planejamento e escolher as peças certas para levar na bagagem de mão. Para destinos de verão, vale apostar em roupas leves, fáceis de secar e que não amarrotem. 

Ao longo da viagem, elas poderão ser lavadas, evitando a necessidade de levar uma quantidade excessiva de roupas. Além disso, organizar as peças em rolinhos é uma dica para otimizar o espaço da bagagem. 

Já no caso de malas para o inverno, o viajante pode adotar algumas estratégias, como vestir o casaco mais pesado e calçar o sapato mais volumoso durante o percurso. Outra dica é dar prioridade a roupas de segunda pele, pois são mais fáceis de enrolar, mais quentes e pesam menos. 

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