Caso de aluna do Ensino Fundamental norteia dissertação de professora da FAG Toledo


Foto: FAG
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A professora Paula Guimarães Bugs é a mais nova mestre titulada da FAG Toledo. A docente atua no curso de Pedagogia e defendeu sua dissertação na última semana, no Mestrado em Educação Física em Rede Nacional da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus Marechal Cândido Rondon. A banca de defesa foi presidida pelo professor Oldemar Mazzardo Júnior, que também foi o orientador de Paula na pesquisa. A banca também contou com o professor Gustavo André Borges e o professor Ney Arboleya, coordenador pedagógico da FAG Toledo.

O tema da pesquisa foi "Intervenção Psicomotora no Processo de Aprendizagem da Escrita: Um estudo de caso". O caso estudado pela docente é de uma estudante da Rede Municipal de Ensino de Toledo, onde Paula leciona. "Quando decidi pelo tema, fui buscar estudos na literatura, principalmente na área da Educação Física e encontrei pouca pesquisa na área no Brasil, próxima do caso que foi a base do estudo", relata a docente.

O estudo foi com uma aluna do Ensino Fundamental, que recebia atendimento psicopedagógico por causa da grande dificuldade que tinha na escrita. "Na orientação da escrita, desde o infantil 5 a professora dela já observava alguns aspectos, principalmente sobre a forma como ela escrevia, sempre da direita para a esquerda, inclusive o próprio nome, que é a primeira coisa que a gente aprende na alfabetização. Mesmo com o crachá, olhando as letras, colocava da direita para a esquerda, escrevendo números espelhados e foi a partir daí que iniciei a pesquisa", relata Paula, que aplicou dois testes para avaliar a lateralidade da criança. "Na literatura encontramos que o ser humano tem um lado dominante, com a lateralidade dominante nas mãos, pés e visão ocular e que pessoas com a lateralidade cruzada podem apresentar problemas na escrita. “Teoricamente tínhamos uma criança canhota escrevendo de trás para frente usando a mão esquerda e usando a tesoura com a mão direita, mas os testes mostraram que não se trata de uma criança canhota. Fizemos dez sessões psicomotoras e os testes para avaliar algumas dificuldades que ela apresentava. Aos poucos, com as sessões realizadas, a criança passou a compreender melhor sobre a própria lateralidade e nos auxiliando na compreensão de seu caso, mas ela ainda tem dificuldades de compreender sobre seu lado direito e esquerdo. É um processo lento, que necessita de acompanhamento e atenção", analisa Paula, que deve lançar em breve uma publicação da pesquisa. "Este caso rende uma publicação para que possamos aprofundar o tema e servir de base para outras pesquisas na área da Educação Física", complementa.

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