Entre histórias recomeços: famílias formadas através de adoção compartilham vivências em projeto organizado pela AGAAT e PUC

Fonte: Toledo News
Entre histórias recomeços: famílias formadas através de adoção compartilham vivências em projeto organizado pela AGAAT e PUC
📷 Foto: Divulgação

Na noite do último dia 08 de abril, em Toledo, o silêncio que escondia os desafios íntimos cedeu espaço para a voz de quem vive o dia a dia da adoção ??? com suas alegrias, aprendizados, medos e esperanças. Foi assim que a Associação ao Grupo de Apoio à Adoção de Toledo (AGAAT) abriu as portas para um encontro dedicado exclusivamente a famílias que já concretizaram a adoção de seus filhos.

Mais do que um evento, este foi um convite ao diálogo sincero, ao olhar acolhedor e à escuta ativa. Pais e mães se reuniram no Fórum da Comarca de Toledo não apenas para compartilhar histórias, mas para reconhecer no outro os mesmos dilemas, dúvidas e vitórias que acompanham a formação de uma nova família.

O encontro integrou o projeto Caminhando Juntos na Pós-Adoção: Diálogos sobre Nossos Filhos, iniciativa desenvolvida pela AGAAT em articulação com a Vara da Infância e Juventude de Toledo e com o curso de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR Campus Toledo). A proposta é simples, mas potente: criar espaços seguros e afetivos para que famílias possam compartilhar as suas vivências e lidar melhor com os desafios que surgem no período pós-adoção.

Segundo a presidente da AGAAT Iria Schallenberger Kappel, o projeto representa uma importante convergência de esforços que fortalece o desenvolvimento de ações integradas no pós adoção, que têm como propósito central a criação de espaços seguros de escuta, troca de experiências e apoio mútuo entre famílias adotivas. Tais espaços se mostram fundamentais para o enfrentamento dos desafios que podem emergir após a formalização da adoção, permitindo o compartilhamento de vivências, a construção de estratégias coletivas e a formação de redes de suporte entre os envolvidos.

Uma roda de escuta e aprendizado coletivo

Em uma roda de conversa, os participantes puderam dialogar sobre temas que fazem parte do cotidiano de quem vive a adoção: o processo de adaptação familiar, o sentimento de pertencimento, o enfrentamento das memórias de origem dos pequenos, os vínculos afetivos construídos com o tempo ??? e não poucas vezes em meio a traumas passados e adversidades.

Josieli de Fátima Vieira Magnus, que também é mãe adotiva e uma das assistentes sociais organizadoras do evento, enfatizou a importância da troca de experiências como algo essencial neste processo. ???Como mãe por adoção, acredito que ter um espaço de troca de experiências, diálogo e afeto com pessoas que vivem os mesmos desafios de construir uma família é fundamental. Educar uma criança ou adolescente que, muitas vezes, carrega marcas e traumas do passado ??? vividos em sua família de origem ??? exige sensibilidade, paciência e muito amor. Ressignificar essas histórias e ajudá-los a se sentirem pertencentes e amados talvez seja o maior desafio, mas também a maior beleza da adoção???.

Entre os temas discutidos também estiveram os desafios da adolescência na adoção, o cuidado emocional dos pais e filhos, a comunicação não violenta e o papel fundamental da rede de apoio no enfrentamento dos desafios presentes no pós-adoção.

Muito além de uma troca de experiências

Para muitos dos participantes, o encontro significou também a possibilidade de se sentirem vistos e compreendidos ??? algo nem sempre fácil em uma sociedade que, muitas vezes, idealiza a adoção como um ???final feliz???, esquecendo-se no entanto, de que o verdadeiro começo está ali, a partir da nova conjuntura familiar que se forma logo após este momento especial.

Rita Adriana Borges dos Reis Chicarelli Ruiz, Assistente Social da Vara da Infância e da Juventude e uma das organizadoras do projeto, destacou que a proposta dos encontros não é trazer respostas prontas ??? mas promover um espaço de construção coletiva. ???A adoção não termina no momento em que a criança chega à nova família. Ela é um processo contínuo, vivo, cheio de nuances. Quando oferecemos escuta e acolhimento, ajudamos essas famílias a se sentirem pertencentes e fortalecidas, ao mesmo tempo que oferecemos soluções úteis para o dia a dia???, explicou Rita.

O projeto prevê encontros mensais e oficinas paralelas aos pais e em especial para as crianças, que ainda poderão reencontrar as diversas amizades que fizeram durante o período de acolhimento, e recordar juntos as brincadeiras e o companheirismo fraterno que tinham antes de serem encaminhadas aos novos lares, gerando efeitos emocionais e comportamentais positivos às suas vidas mesmo durante o processo de adaptação. A ideia é que cada família possa construir o seu caminho com autonomia, mas sem solidão.

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