O outono iniciou às 06h01 desta quinta-feira, dia 20 de março, trazendo mudanças significativas no clima do Oeste do Paraná. A nova estação marca a transição do calor intenso e das chuvas típicas do verão, para um período de temperaturas mais amenas e instabilidade atmosférica. Esse processo é caracterizado por oscilações bruscas de temperatura, avanço de frentes frias e um aumento na ocorrência de temporais.
Segundo o professor de Agrometeorologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR), Campus de Toledo, Alexandre Luis Müller, esse choque entre massas de ar quente e frio pode intensificar tempestades e a formação de granizo. "Essa transição entre a estação quente e a fria costuma ser marcada por temporais. Já tivemos, inclusive, a primeira geada do ano registrada na manhã do dia 15 de março, na Serra do Rio Grande do Sul, o que indica a chegada antecipada de massas de ar frio", explica.
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De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a tendência para os próximos dias é de chuva frequente na região. A previsão indica precipitações diárias ao longo da próxima semana, com uma queda mais acentuada na temperatura máxima na quarta-feira, 26 de março, quando os termômetros devem marcar até 23°C.
Impactos na agricultura e preocupação a safrinha
As condições climáticas do verão trouxeram desafios para os agricultores da região. "Tivemos perdas na cultura da soja que foi semeada mais tarde. Já em março, a falta de chuvas tem prejudicado as lavouras de milho safrinha, com impactos variáveis: algumas áreas sofreram perdas maiores, enquanto em outras, chuvas isoladas ajudaram no desenvolvimento da cultura", relatou Müller.
Para o outono, a principal preocupação dos produtores está relacionada à queda das temperaturas. "A maior parte das lavouras de milho ainda precisa desse período para se desenvolver, e uma geada precoce pode comprometer a produção", alertou o professor.
Com a previsão de frentes frias ao longo da estação, os agricultores devem monitorar as condições climáticas para mitigar possíveis impactos nas lavouras.